Gurus de Palmo e Meio

«A Rita revela-nos estratégias para desenvolvermos uma parentalidade eficaz e consciente que conduz as famílias e a comunidade ao florescimento.» Judith Delozier, cocriadora da PNL

Mais do que educar, a parentalidade com PNL & Generativa mostra-lhe como se conetar com o seu filho.

Estamos de tal modo fechados dentro de padrões de educação que herdámos dos pais e avós, que acabamos a repetir as mesmas queixas que lhes ouvíamos a eles sobre nós. Soa familiar? É natural, os mesmos padrões geram os mesmos comportamentos e os mesmos resultados.

O que a PNL (programação neurolinguística) e o trabalho generativo nos sugerem é que ganhemos consciência, atravessemos esses padrões e encontremos formas únicas de nos conetarmos com os nossos filhos. Se os soubermos observar, eles revelam-nos o que fazer.

Este livro apresenta uma nova forma de nos relacionarmos connosco e com os nossos filhos. Uma proposta repleta de amor incondicional, consciente, absolutamente generativo. Porque só nós sabemos o que é mais adequado para a nossa família. E se os soubermos escutar e seguir, os filhos podem mesmo, ser os nossos melhores gurus nesta missão de educar o futuro.

Encontram neste livro uma mensagem exclusiva de um dos maiores nomes da psiquiatria e educação mundial, o Dr. Daniel Siegel. Assim como entrevistas realizadas também pela autora, aos cientistas Dr. Bruce Lipton e Greg Braden.

Mães do Mundo

Convido-vos a peregrinarmos juntos neste admirável mundo da parentalidade global. Viajamos muito em família. Somos espíritos curiosos e aventureiros, que gostam de saciar a curiosidade em fontes e culturas distintas e assim ampliar mapas e horizontes. As minhas filhas, uma nascida em Portugal, outra na Venezuela, são genuínas cidadãs do mundo, até porque nas veias lhes corre sangue multicultural. Em todos os países que trilhamos, ou vivemos, inevitavelmente e quase que por um passe de mágica, acabamos por conhecer mães com fantásticas histórias de vida, com nomes e rostos que são autênticas lições de existência.

Ao longo desta nossa viagem, vou apresentar-vos algumas, tão conscientes e sábias. É só por isso que o livro se chama Mães do Mundo, já que ele é transversal a toda a sociedade. Vou ainda, partilhar convosco a minha forma de educar as minhas filhas, a Constança (comumente chamada de uma criança especial, como se não o fossem todas) e a Madalena. O amor é aqui o denominador comum e o incondicional e consciente funciona, sempre, em qualquer lugar e circunstância. Em última instância e, em caso de urgência, é só accionar ainda mais amor, o da presença, escuta activa… é infalível. A isto, junto a Programação NeuroLinguística (PNL), a minha douta aliada neste mundo da parentalidade, mergulhado, tantas vezes em incertezas mil.

As práticas (até então) mais eficazes que encontrei para comunicar conscientemente, em família e no mundo. Falar e, sobretudo, praticar a parentalidade, não tem de ser nem maçador, nem complicado, pelo contrário, é simples, não precisa de grandes explicações, apenas de conexões. Cresce da nossa interioridade e é de lá que emergem o instinto, as dicas e as estratégias que nos conduzem nesta nobre missão. A revolução começa aqui, em cada pequeno e silencioso gesto de presença, de entrega e de aceitação.

Educar é a mais desafiadora e extraordinária das missões que qualquer um de nós pode abraçar. De repente, cai-nos no colo uma espécie de reitoria de uma universidade de formação de pessoas. E, como em quase tudo nesta vida, assumimos o papel de polivalentes. Somos, simultaneamente, o reitor, o conselho consultivo, o professor, o professor auxiliar, o cientista, o filósofo, o sociólogo e o psicólogo, ainda damos um salto às especialidades médicas e de culinária, entre outras. Estamos de plantão 365 dias por ano, 24 horas por dia. Nesta universidade não existe um curriculum rígido mas, um adaptável a cada filho, às circunstâncias e aos dias. E, se tudo isto não bastasse, esta universidade, costuma ter dois reitores, cuja missão é amar e orientar um ser desde o ventre até à idade adulta e, estas duas personagens, nem sempre estão de acordo. Se a isto somarmos as muitas vozes que nos apregoam conselhos que não pedimos, corremos o risco de ficar aprisionados em crenças altamente limitadoras e adormecidos para o essencial desta caminhada. Reconheces? É natural, as coisas são como são, não há aqui lugar a culpas. Só que, quando estamos muito tempo adormecidos, precisamos de despertadores. Só tu saberás quais os adequados a ti e à tua família. Reconheceres que andas adormecido é o sinal de que estás preparado para despertar. Fecha olhos, respira fundo, aceita e deixa fluir.