Convido-vos a peregrinarem comigo neste admirável mundo da parentalidade. Viajamos muito, sempre em família. Acredito que, desta forma, as minhas filhas crescem sem preconceitos nem julgamentos. Uma nascida em Portugal, outra na Venezuela, sei que já são genuínas cidadãs do mundo. Em todos os países que trilhamos, inevitavelmente e quase que por um passe de mágica, acabo por conhecer mães com fantásticas histórias de vida, com nomes e rostos que são verdadeiras lições de existência. Ao longo desta nossa viagem, vou apresentar-vos algumas, são tão queridas e tão sábias. É só por isso que o livro se chama Mães do Mundo, já que ele é transversal a toda a sociedade. Vou ainda, partilhar convosco a minha forma de educar as minhas filhas, a Constança (comumente chamada de uma criança especial, como se não o fossem todas) e a Madalena. O amor é aqui o denominador comum e funciona, sempre, em qualquer lugar e circunstância. Em última instância e, em caso de urgência, é só accionar ainda mais amor, o da presença, escuta activa… é infalível, experimentem. A isto, junto a Programação NeuroLinguística (PNL), a minha douta aliada neste mundo da parentalidade, mergulhado, tantas vezes em incertezas mil.

As ferramentas mais eficazes que encontrei para comunicar eficazmente, em família e no mundo. Falar e, sobretudo, praticar a parentalidade, não tem de ser nem maçador, nem complicado, pelo contrário, é simples, não precisa de grandes explicações, apenas de conexões. Cresce da nossa interioridade e é de lá que emergem o instinto, as dicas e as estratégias que nos conduzem nesta nobre missão. A revolução começa aqui, em cada pequeno e silencioso gesto de presença, de entrega e de aceitação.

“Li o manuscrito da Rita de uma ponta à outra sem uma única paragem. Já sensível a temas de educação e de crescimento saudável, num mundo que tanto necessita de empatia e amor, talvez eu esteja, agora, ainda mais sensível, nas vésperas de ser avô pela primeira vez...

Estudiosos do processo da realização significativa na vida em diversas culturas, falam da necessidade de guias e de mentores para que possamos ter sucesso na viagem e atingir o nosso propósito neste mundo. E quem serão sempre, pelo vida fora, os nossos principais guias e mentores? E não é que recebemos das mães a nossa primeira informação sobre o mundo? E como foi a qualidade dessa primeira informação?

Quem foram os felizardos, que no momento em que a sua fragilidade era maior, quaisquer que tenham sido os seus comportamentos, tiveram um rosto que os olhou para além dos olhos e os reconheceu como seres perfeitos, merecedores, destinados à plena realização do amor e da plenitude?

E como se faz isso?

Neste livro temos, em toda a sua simplicidade impressionante, a própria experiência de uma mãe atenta e movida por uma missão a preencher no mundo. Temos também a essência da Programação NeuroLinguística contada na sua forma mais simples, mas profunda. E os sensibilizantes exemplos das mães que tem encontrado por esses continentes...

A pessoa da Rita Aleluia seria ainda a melhor forma de ensinamento.

«O sentimento básico de segurança de uma pessoa é determinado pelo relacionamento que teve com a mãe durante a infância.»
Alexander Lowen

Obrigado por existires, mulher e mãe!”

José Figueira,
Master Trainer de PNL, Andragogo e CEO PNL Portugal

Educar é a mais desafiadora e extraordinária das missões que qualquer um de nós pode abraçar. De repente, cai-nos no colo uma espécie de reitoria de uma universidade de formação de pessoas. E, como em quase tudo nesta vida, assumimos o papel de polivalentes. Somos, simultaneamente, o reitor, o conselho consultivo, o professor, o professor auxiliar, o cientista, o filósofo, o sociólogo e o psicólogo, ainda damos um salto às especialidades médicas e de culinária, entre outras. Estamos de plantão 365 dias por ano, 24 horas por dia. Nesta universidade não existe um curriculum rígido mas, um adaptável a cada filho, às circunstâncias e aos dias. E, se tudo isto não bastasse, esta universidade, costuma ter dois reitores, cuja missão é amar e orientar um ser desde o ventre até à idade adulta e, estas duas personagens, nem sempre estão de acordo. Se a isto somarmos as muitas vozes que nos apregoam conselhos que não pedimos, corremos o risco de ficar aprisionados em crenças altamente limitadoras e adormecidos para o essencial desta caminhada. Reconheces? É natural, as coisas são como são, não há aqui lugar a culpas. Só que, quando estamos muito tempo adormecidos, precisamos de despertadores. Só tu saberás quais os adequados a ti e à tua família. Reconheceres que andas adormecido é o sinal de que estás preparado para despertar. Fecha olhos, respira fundo, aceita e deixa fluir.